Pinacoteca di Brera, Palazzo Reale e Duomo…na belíssima Milão!!

Primeira programação do domingo em Milão: Pinacoteca de Brera! 

Achei ótimo por que ao contrario de outros museus, este abre cedo, as 8:30 h, assim eu tive tempo também de ver outros museus tranquilamente.

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Brera era um palácio e hoje reúne outras instituições como a Academia de Belas Artes, a Biblioteca Braidense e o Jardim Botânico. É o museu mais conhecido de Milão!

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Curiosidade: No passado este bairro era frequentado pelos artistas, boêmios com bares e bordéis. Hoje, ainda é um bairro boêmio e ponto para a noite milanesa, mas os decadentes bordéis deixaram espaços para galerias de arte e lojas de marca. É um dos lugares mais chiques da cidade.

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O Palácio de Brera foi um convento de jesuítas no século e depois em 1776 se transformou na Academia de Belas Artes. E em 1950 na Pinacoteca de Brera.

Curiosidade: Com a chegada dos franceses, por vontade de Napoleão, nos primeiros anos do século 19 foi transformado em um museu que tinha a intenção de expor as obras mais significativas dos territórios conquistados pelas armadas franceses. Abrigou numerosos quadros e afrescos que pertenciam às igrejas e conventos banidos pelo novo governo.  Ao contrario de outros museus, a pinacoteca não nasceu de uma coleção privada mas de uma coleção do governo.

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De 9 de maio a 19 de julho está acontecendo na Pinacoteca de Brera a exposição: Il primato del disegno

É uma seleção muito importante de desenhos que reúne acervos de várias coleções públicas italianas e de outros países, como Louvre, Metropolitan, Uffizzi, etc. E claro, de artistas primitivos até Modigliani (entre eles Leonardo da Vinci). Fiquei encantada com a exposição, até por que eles fazem um comparativo com o desenho do artista e depois ao lado a pintura pronta!

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O beijo – Francesco Hayes (1859)

Esta pintura reúne as principais características do romantismo italiano histórico, com conceitos de naturalidade e puro sentimento, mas principalmente o amor ao país. Era a  primeira vez, que uma pintura expressava um beijo apaixonado e emotivo.

Curiosidade: o verdadeiro significado histórico da obra, está nas cores: túnica branca, as meias vermelhas, chapéu verde e casaco de lapela e o vestido azul da mulher que querem representar a aliança entre Itália e França (Acordos de Plombières).

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Giuseppe Pellizza da Volpedo 1868-1907 – Inundação 1901

óleo s/ tela 293 x 545 cm

O tema inspirado por uma greve, apresenta uma multidão de trabalhadores que avança ordenada para uma praça ensolarada.

Palavras do artista: A minha aspiração de justiça fez-me idealizar uma massa de pessoas, de camponeses, que inteligentes, fortes, robustos, unidos, avançam como uma inundação varrendo todos os obstáculos para alcançar o lugar onde encontram o equilíbrio. Pellizza

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Vittore Crivelli : São João Evangelista – (1440 – 1501)

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No centro do Museu podemos visualizar a sala de restauro! Muito interessante!

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O jantar na casa de Simão – Veronese (275x710cm) concluída em 1570

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Detalhe desta obra de Veronese que acho magnífico!

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Saindo da Pinacoteca de Brera, segui à pé, atravessei a maravilhosa Galeria Vittorio Emanuele.

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Curiosidade: Chamada pelos milaneses de antigamente e de hoje de “O Salão de Milão”, ela foi pensada para ser um corredor chic e coberto que unisse as duas praças. Por alí, no início do século XX os burgueses da cidade desfilavam, conversavam e jantavam antes dos espetáculos do Teatro alla Scala.

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Passando em frente a Duomo, do outro lado, está o Palazzo Reale.

Pude visitar três exposições: Il Principe Dei Sogni,

Leonardo da Vinci e

Dai Visconti Agli Sforza

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Segue apenas esta foto da exposição Dai Visconti Agli Sforza por que as outras não podia fotografar.

Mas são três exposições magníficas, principalmente a de Leornardo da Vinci onde mostra os desenhos e manuscritos originais do artista. Esboços de pinturas, invenções e as famosas escritas que precisam ser vistas no espelho! Uma exposição com um acervo gigante deste gênio!! Emocionante!!DSC_0692

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Estas três fotos seguintes são da exposição permanente do Museo del Duomo . Aberto pela primeira vez em 1953, o museu reúne e expõe 626 anos da história da catedral milanesa através de esculturas, moldes, rascunhos, documentos  e relíquias.

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Vale a pena visitar!! Muito bonito!!

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Réplica em Madeira da Duomo!
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Bom, isso não é arte, pelo menos não arte quando falamos de pintura, desenho, etc…mas tive que dar uma paradinha para tomar um café e tentar “esquentar os pés” rsrsrs. É que a “turista despreparada” saiu com um sapato que encharcou com a chuva….resultado: pés gelados!!!

E depois disso continuei meu “tour”…

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DUOMO DI MILANO

Sem dúvida o cartão postal de Milão!

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Uma das mais belas catedrais góticas do mundo, a sua construção começou em 1386 onde antes existiam as igrejas de Santa Tecla e Santa Maria Maggiore e durou mais de 400 anos.

Curiosidade: O Duomo foi toda construída com o maravilhoso mármore branco-rosa de Candoglia (no Lago Maggiore) que viajava através dos canais de Milão e chegava em um laguinho praticamente atrás de onde hoje é a igreja.

É a única igreja do mundo proprietária da própria marmoraria, de onde ainda hoje saem as placas de mármore necessárias para a restauração do edifício.

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São 8.200 blocos de mármore só na fachada e a abundância de estátuas (são 2.300 só na parte externa) .

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Uma parada para a oração de agradecimento e bençãos! Uma vela pela paz!!

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Curiosidade: é a quarta em dimensão na Europa, feita de 5 naves (1 central e 2 em cada lateral) divididas por 52 colunas de 24 metros de altura cada.

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A fachada do Duomo foi finalizada “as pressas” em 8 anos por ordem de Napoleão que queria coroar-se ali rei da Itália em 1813.

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